FCI n.º 88 de 15/4/88
CLASSIFICAÇÃO
Grupo 1 - Cães Pastores e Boiadeiros (exceto os Suíços)
Seção 1 - Cães Pastores
País de origem: Grã-Bretanha
Nome no país de origem: Shetland Shepdog
APARÊNCIA GERAL:pequeno cão de trabalho de pêlos longos, de grande
beleza, de forma alguma rústico ou grosseiro. É de tal maneira harmonioso,
que parte alguma do seu corpo é desproporcional ao todo, A pelagem da juba e
do antepeito é bem farta, cabeça bem esculpida, a doçura de expressão
contribui para a apresentação do cão ideal.
CARACTERÍSTICA: alerta, meigo, inteligente, robusto e ativo.
TEMPERAMENTO: afetuoso e muito receptivo junto ao dono, reservado com
estranhos, jamais tímido.
CABEÇA E CRÂNIO: as linhas da cabeça são refinadas e, vista de cima
ou de perfil, forma uma cunha alongado e truncada, diminuindo
progressivamente desde a orelha até a trufa. A largura do crânio é
proporcional ao comprimento do crânio e do focinho. O conjunto deve ser
considerado em relação ao porte do cão. O crânio é chato e de largura
moderada entre as orelhas, sem protuberância na crista occipital. As faces
são planas fundindo-se suavemente ao focinho bem arredondado. O crânio e o
focinho têm igual comprimento e o meio está situado na altura do canto
proximal dos olhos. De perfil, as linhas superiores do crânio e do focinho
são paralelas com um stop pouco acentuado, mas nítido. A trufa, os lábios e
o contorno dos olhos são pretos. A expressão característica é resultante do
equilíbrio perfeito e da harmonia do crânio e do focinho, da forma, da cor e
da inserção dos olhos, da inserção e porte das orelhas.
BOCA: maxilares de igual comprimento, nítidos e fortes; a mandíbula é
bem desenvolvida. Os lábios fechados. Dentes sadios apresentando uma
mordedura com articulação em tesoura perfeita (a), regular (b) e completa
(c), isto é, os incisivos superiores recobrem os inferiores em contato justo
e estão inseridos ortogonalmente nos maxilares.
a) Perfeita - articulação em tesoura, onde, na oclusão. os
incisivos superiores ultrapassam os inferiores, até a metade, tocando-os
pela frente, com suas faces internas;
b) Regular - com todos os incisivos alinhados; e
c) Completa - todos os incisivos estão , igualmente, articulados
em tesoura.
OLHOS. amendoados de tamanho médio, obliquamente inseridos. De cor
marrom escuro, exceto entre os merles quando os olhos poderão se apresentar
ambos azuis somente um ou manchados de azul.
ORELHAS: pequenas e moderadamente largas na base, inseridas no topo
do crânio, bastante próximas. Portadas voltadas para trás quando o cão está
em repouso mas, quando em atenção, voltam-se para a frente com a ponta
dobrada para a frente.
PESCOÇO: musculado, bem arqueado, de comprimento suficiente para o
porte altivo da cabeça.
ANTERIORES: ombros bem inclinados para trás. Escápulas separadas
somente pelas vértebras, na altura da cernelha, entretanto, afastam-se para
baixo para permitir a curvatura ideal das costelas. A articulação
escápulo-humeral é bem angulada. Os comprimentos do braço e da escápula são
aproximadamente iguais. O cotovelo fica situado à meia distância da altura
na cernelha. Visto de perfil os membros anteriores são aprumados, musculados
e definidos com ossatura robusta. Os metacarpos são firmes e flexíveis.
TRONCO: o comprimento, medido do ponta do ombro à ponta do ísquio é
ligeiramente maior que a altura na cernelha. O peito é alto, atingindo o
nível dos cotovelos. As costelas são bem arqueadas, mas inclinadas em fuso
na sua metade inferior para permitir o movimento dos membros anteriores e
das escápulas. O dorso é reto e a linha superior do lombo apresenta uma
graciosa curvatura. A garupa inclina-se gradualmente para trás.
POSTERIORES: a coxa é larga e musculada. O fêmur forma com o coxal um
ângulo reto. A articulação do joelho forma um ângulo nitidamente marcado. O
jarrete é bem delineado, angulado e curto, de ossatura robusta. Visto por
trás os metatarsos são retos e aprumados.
PATAS: de formato oval. As almofadas plantares são espessas, os
dígitos arqueados e fechados.
CAUDA: de inserção baixa. As vértebras caudais diminuem de tamanho,
gradualmente. O comprimento do cauda atinge ao menos a ponta dos jarretes. A
pelagem é abundante. A cauda forma uma ligeira curva para cima. Em movimento
pode se elevar ligeiramente mas, jamais acima do nível do dorso. Jamais
nodosa.
MOVIMENTAÇÃO: passadas elásticas, juntas e graciosas. A propulsão é
fornecida pelos membros posteriores, cobrindo o máximo de solo com um mínimo
esforço. A movimentação trançada ou bamboleante, o passo de camelo, a
passada presa como se tivesse perna de porco, a movimentação saltitante com
importante deslocamento vertical constituem defeitos graves.
PELAGEM: dupla. O pêlo é longo, reto e de textura dura. O subpêlo é
macio, curto e cerrado. A juba e o peitoral são revestidos de uma pelagem
bastante abundante e os membros anteriores bem franjados. Os posteriores
também têm pelagem muito abundante acima dos jarretes mas, abaixo, o pêlo é
muito curto. Na face, o pêlo é curto. Os exemplares conhecidos pelo nome de
pêlo curto devem ser rejeitados.
COR: os zibelines (sables, martas) são claros ou sombreados, todos os
tons são admitidos, desde o dourado pálido até o mogno profundo, mas em suas
nuances, a cor deve ter um tom firme. A cor de lobo e o cinza são evitados.
Os tricolores têm um preto intenso no tronco, prefere-se entre os
tricolores, marcação castanho vivo.
Azul merle: azul claro prateado, manchado e marmorizado em preto.
Preferem-se as marcações castanho vivo mas, sua ausência não deve ser
penalizada. Grandes manchas pretas, a cor ardósia ou nuance de ferrugem seja
na pelagem ou no subpêlo são altamente indesejáveis. O efeito produzido deve
ser azul.
Preto-e-branco e preto-e-castanho são cores igualmente
reconhecidas. As marcas brancas podem aparecer (exceto para os
pretos-e-castanhos) no peito, no antepeito, nos membros e extremidade da
cauda, podendo formar uma lista ou um colar. As marcas brancas são
preferidas, em parte ou na totalidade (exceto para os pretos-e-castanhos)
mas a ausência não será considerada falta. As manchas brancas no tronco são
proibidas.
TALHE: a altura ideal na cernelha é de 37 cm nos machos e 35,5 nas
fêmeas. Qualquer excesso de 2,5 cm acima ou abaixo desses limites constitui
um defeito grave.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser
considerado como falta e penalizada no exata proporção da sua gravidade,
assim como a cabeça muito pequena e o passo de camelo continuado.
NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal
bem desenvolvidos e acomodados no bolsa escrotal. |